terça-feira, 5 de junho de 2012

no abismo ou na merda? eis a questão


Passos teve mais uma das suas inteligentes tiradas, ou terá sido humor negro: “Há um ano estávamos à beira do abismo ....”
LOLOLOLOL

E hoje???? 

... na merda

.-////

domingo, 3 de junho de 2012

SOS idosos





O gesto é tudo


Título de caixa de esmolas, que estava sobre o balcão da pastelaria Carcassone, na Av. da Igreja em Lisboa. Estabelecimento aderente...

Um ultraje, só possível num país ordinário, de gente ordinária que saca aos velhos o que pouco lhes restava: um pouco de segurança e de tranquilidade.

A nova lei de arrendamento urbano  apenas votada pelos facínoras da maioria, foi pateada no parlamento por senhoras idosas, conforme noticia o DN, que foram postas na rua pela PSP, para Ribeiro e Castro, sibilar.

Marinho Pinto diz que gostava de ser e tem perfil para Provedor da Justiça, que sempre se preocupou com os Direitos Humanos. Não será com certeza o único. Mas o mundo está cheio de oportunidades perdidas para que o gesto se adeqúe à palavra. A montante, evitar-se-iam problemas, a jusante ganham-se honorários milionários.

Os velhos não os podem pagar, vivem cada vez mais, e cada vez mais de esmolas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Passos Coelho, sem Razão, nem coração



Sempre que o oiço falar, seja do que for, seja de quem for, o tom é o mesmo, e desligo-o, evocando o epíteto que Vasco Pulido Valente, atribuiu a Gueterres, “picareta falante”, mas Passos é de facto insuportável de se ouvir, porque dele só emana o vazio, a vacuidade, a banalidade, o ruído. Mais dia, menos dia temo-lo Presidente.
Foi a propósito de os portugueses terem de se habituar aos números do desemprego. A prova provada que não tem Razão, nem coração. Mas também a prova provada, do exercício nefasto da sua governação, em que para além do seu fracasso pessoal, (fugiu-lhe a boca para a verdade), também o da nódoa do ministro da economia, com a sua politica de saque, a que se soma a de Gaspar, ao qual se tivesse um mínimo de simpatia, chamaria Gasparinho, cujo exercício como tão bem definiu Adriano Moreira, não tem sido outra coisa, se não o de um contabiliza, a que acrescento um mau contabilista.
Entretanto os portugueses, que cada vez mais parece que só têm barriga, passaram um dia muito educativo no Pingo Doce.
Quando a sede passou para a Holanda, falou-se em boicote aos super mercados. Hoje a Jerónimo Martins provou que a vingança serve-se fria. E que o povo é sereníssimo e bronquíssimo. Parece que a mulher de Passos Coelho, também foi às compras. Não se estragou só uma casa, mas uma nação
Não somos de facto a Grécia. Foi e pelos vistos ainda é uma civilização, dona do seu destino.
Nós fomos navegadores por acaso. Hoje somos nadegadores convictos

terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas

Lamento sinceramente a sua morte

Passos Coelho, um equívico do 25 de Abril



Ouvindo Irene Pimentel e Adelino Maltez ainda acredito que a palavra é, pode ser uma arma, assim como a inteligência.
Acredito que a conglomeração de gente idónea ainda nos possa livrar do atoleiro, em que Passos Coelho, e a cambada que o rodeia neste triste desnorte, insistem em nos meter.
Pergunto: onde restaria Passos Coelho, se não fosse o 25 de Abril? A julgar pelas suas últimas declarações, referentes ao protagonismo de alguns, que atestam não só a sua ignorância, sobranceria e falta de inteligência, e dado o país em que vivemos, em que de 70,00€ de gasolina, mais de 19,00€ são para o IVA, e porque apesar da pose, tudo nele soa a falso e a vulgaridade, estaria certamente não no Parlamento, a ouvir o Hino Nacional, mas “When you walk the streets for Louie, you better do, what, Louie tels you to.

domingo, 1 de abril de 2012

Portugal é um país SÒRDIDO!

O corpo habituado a exercício físico, pediu-me uma caminhada, mesmo que modesta, porque o tempo era escasso.
Aproveitei para ir ver como estão as obras do metro a abrir um dia destes, já que a inauguração esteve agendas para meados de 2010.
A zona vedada, deu para perceber que as obras estão adiantadas e que haverá um elevador com cabine envidraçada, o que levou a perguntar-me por quanto tempo?
Depois os prédios grafitados, também me sugeriram a hipótese de que ao invés dos políticos, quem deveria ter policia à porta deveriam ser os cidadãos, já que alguns grafitis marinham paredes acima, tipo homem aranha.
No cruzamento estava uma cadela, sonâmbula, alienada de tudo, como se estivesse em pé por ironia do destino, aspirando a morte, e eu também a aspirar que esta lhe chegue rapidamente para poder enfim repousar.


II

Nunca consigo ficar indiferente a uma cadela em sofrimento. Aproximei-me, vi que a zona dos quadris estava ensopada. A cauda caída e tudo ensopado. Num ápice esqueci-me das horas, pensando que estava extenuada de abusos, e fui buscar-lhe de comer e de beber. Estava no mesmo sítio, sonâmbula. Vencida. Morta, apesar de viva.
Perante a minha insistência, mexeu-se com dificuldade e seguiu em direcção a um prédio. Subiu a rampa com dificuldade. Percebi que era dali.
O que de imediato se confirmou por uma moradora chegar com o seu canídeo. As pessoas só gostam dos seus cães. Soube que o bicho vencido, era do 2.º Esq. Impertinente bati e preparei-me para a guerra, para o insulto.
Após muita insistência a suspeita dona desceu. Velha, daquelas que mesmo novas, sempre foram velhas. A queixar-se de tudo. Soube então que a cadela tem treze anos, está surda, e que logo de manhã a metem na rua. Prática desde sempre, e em qualquer ocasião, a julgar pelas mamas denunciadoras de infinitas ninhadas.
Disse á velha que a idade dela lhe deveria conferir alguma humanidade e compreensão. E que o bicho estava muito doente. E retirei-me ciente de que o meu esforço foi completamente debalde, mas com a magra esperança, de que pelo menos hoje o bicho tivesse tecto.
Podendo não passarei por ali. Só temo que na inauguração, o bicho esteja, ainda vivo, sonâmbulo e que algum fotógrafo, não dando por ele o fotografe, como a cadela vadia na inauguração de uma lixeira inaugurada por Fátima Felgueiras e que ninguém viu, nem sequer o fotógrafo.


III

É por estas e por outras que este país não é para mim. É um país sórdido, onde me apetece usar uma linguagem sórdida. Dir-me-ão que não vale a pena.
Enquanto só houver, um filho da puta de um presidente, de um primeiro-ministro, de um presidente de câmara ou de freguesia, de um deputado, ou de um político e que se mantenha este estado de coisas, que me envergonha, pelo primarismo que o permite.

sábado, 31 de março de 2012

Cenas tristes

De manhã já não muito cedo, não teria dado por eles se não fosse a voz solícita do pai: “Queres um rissol, um croquete, uma empada?" Não ouvindo resposta, levantei os olhos na direcção da voz. O pai dizia: “não penses que sou a tua professora de inglês!”.
A adorável criancinha, um rapaz lingrinas na ordem dos sete anos, estava com uma postura linda de se ver. Sentado de costas meio - voltadas para o progenitor, um pé encima da cadeira. Pensei que antes das perguntas o teria mandado sentar de forma conveniente e caso, a sugestão não tivesse resultado, perguntar-lhe - ia se queria um estalo, que estava mesmo a pedi-las.
A criança entretanto levantou-se, abeirou-se da mulher, a que estava encostada de pé uma rapariga da mesma idade, ambas ignoraram o que se estava a passar O pai irritado levantou-se , levou um arremesso de pontapé e de murro, e “ não gosto de ti porque és feio”, disse-lhe a criança, que entretanto levou um tímido carolo.
Pai sentado, novamente à mesa, onde reinava uma paz absolutamente podre.
Independentemente dos vínculos dos envolvidos na cena, e não sendo partidária do abuso de poder, acho que os pais estão reféns do que quer que seja, e as crianças à rédea solta, para se tornarem as grandes bestas do futuro.