Tetro, um filme a não perder. Tem a mestria de ser maioritariamente a preto e branco e de isso saber bem e quando raramente colorido, as cores agridem.
Tem a mestria de nos abstrair por um par de horas de um país rasca, cheio de gente rasca.Fica a nostalgia do filme. Repetir, nunca será de mais
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
A Leste nada de novo?
ou tudo novo?
Em Praga uma multidão ria em uníssono tais crianças, quando os apóstolos se sucediam nas janelinhas do afamado Relógio Astonómico, talvez indiferentes à assinatura do Tratado de Lisboa por Vaklav Klaus, que finalmente o assinou. Ele como todos os checos pode permitir-se ser arrogante. Não vi sinais de crise.
De impressões de viagem não falo, falo dos efeitos da globalização com gente na ordem dos 40 anos para cima a dormir na rua. Falo de gente jovem drogada, tendo por companhia um ou mais cães. Retenho a imagem de um, na ponte Karlov, abraçado a uma cadela de lindos olhos amendoados, que espelhavam o que falta a muitos olhos humanos.
As multidões são iguais em toda a parte do mundo.
Saio de Budapeste no dia em que se celebra a queda do Muro de Berlim, consciente de que tenho muita matéria para estudar.
Não posso deixar de confrontar estes dois países com Portugal, onde oiço chamar jovem à nossa Democracia, para lhe perdoar o que possivelmente será imperdoável. A deles tem apenas vinte anos, parece mais. Não me parece que muitos deles falem inglês.
Leio as declarações de José Sócrates, acerca da queda do muro, soam-me a banalidades.
Talvez seja isso que nos lixa, a falta de “tpc” sério e o paternalismo, porque é fácil, não nos leva é a parte nenhuma.
Cada vez temo mais o que o futuro nos reserva.
Em Praga uma multidão ria em uníssono tais crianças, quando os apóstolos se sucediam nas janelinhas do afamado Relógio Astonómico, talvez indiferentes à assinatura do Tratado de Lisboa por Vaklav Klaus, que finalmente o assinou. Ele como todos os checos pode permitir-se ser arrogante. Não vi sinais de crise.
De impressões de viagem não falo, falo dos efeitos da globalização com gente na ordem dos 40 anos para cima a dormir na rua. Falo de gente jovem drogada, tendo por companhia um ou mais cães. Retenho a imagem de um, na ponte Karlov, abraçado a uma cadela de lindos olhos amendoados, que espelhavam o que falta a muitos olhos humanos.
As multidões são iguais em toda a parte do mundo.
Saio de Budapeste no dia em que se celebra a queda do Muro de Berlim, consciente de que tenho muita matéria para estudar.
Não posso deixar de confrontar estes dois países com Portugal, onde oiço chamar jovem à nossa Democracia, para lhe perdoar o que possivelmente será imperdoável. A deles tem apenas vinte anos, parece mais. Não me parece que muitos deles falem inglês.
Leio as declarações de José Sócrates, acerca da queda do muro, soam-me a banalidades.
Talvez seja isso que nos lixa, a falta de “tpc” sério e o paternalismo, porque é fácil, não nos leva é a parte nenhuma.
Cada vez temo mais o que o futuro nos reserva.
sábado, 24 de Outubro de 2009
Uma Revolução, precisa-se!
Ontem o Campo Pequeno estava repleto. Os "Três Cantos", cantaram e encantaram e as trinta canções souberam a pouco, talvez porque o que é bom nunca saiba "… a tanto".
Hoje ligo a TV, salto e sobressalto-me. Num dos canais dança-se no gelo o que já se dançou em pista, parece o eterno retorno, sempre os mesmos, sempre a mesma coisa, a falta de criatividade é uma constatação, a preguiça um dado adquirido.
No outro canal, há uma mistura de cavaleiro(a) andante, com donas de casa. Não vi o resultado, presumo que era para aferir quem passou melhor a ferro, depois de um inquérito imbuído de estupidez. Calculo a náusea que o Manuel não sentirá em Paris. A Deborah Montenegro, só me lembrei que eventualmente fosse ela que se descascou na íntegra para a Playboy, pelo ar reprimido do apresentador, que a julgar pelo que viu não se importava nada de andar com as camisas por passar.
Programas, meninos e meninas, apresentadores e "apresentadeiras", a tresandarem a mofo, do género "new generation with old explenation", não ne enganei.
Desliguei a TV, e lembrei-me das cantigas de intervenção que se cantaram ontem em uníssono. Uma Revolução, precisa-se!
Hoje ligo a TV, salto e sobressalto-me. Num dos canais dança-se no gelo o que já se dançou em pista, parece o eterno retorno, sempre os mesmos, sempre a mesma coisa, a falta de criatividade é uma constatação, a preguiça um dado adquirido.
No outro canal, há uma mistura de cavaleiro(a) andante, com donas de casa. Não vi o resultado, presumo que era para aferir quem passou melhor a ferro, depois de um inquérito imbuído de estupidez. Calculo a náusea que o Manuel não sentirá em Paris. A Deborah Montenegro, só me lembrei que eventualmente fosse ela que se descascou na íntegra para a Playboy, pelo ar reprimido do apresentador, que a julgar pelo que viu não se importava nada de andar com as camisas por passar.
Programas, meninos e meninas, apresentadores e "apresentadeiras", a tresandarem a mofo, do género "new generation with old explenation", não ne enganei.
Desliguei a TV, e lembrei-me das cantigas de intervenção que se cantaram ontem em uníssono. Uma Revolução, precisa-se!
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Não é cão, não é nada
O problema da nossa má relação com animais de companhia e não só, é ancestral. É de facto mais um dos muitos problemas estruturais que não conseguimos superar, que não conseguimos resolver; ignoramo-lo por falta de sensibilidade, que é de facto resultado de falta de educação. E essa falta de educação, de civismo, de cidadania, reflecte-se até ao mais alto nível, pois aqueles que poderiam exercer um clima de mudança, porque como se diz, são os "agentes" com legitimidade para tal, são os primeiros a relegá-lo para os confins do esquecimento, i.e, esquecem-se de que é necessário e urgente legislar a favor dos direitos dos animais e regulamentar as leis, para se acabar de vez com os abusos que nos colocam ao nível do que há de pior por esse mundo fora.
os irmãos Pinto
Os irmãos Pinto, do célebre bloqueio da Ponte, vão ser de novo presos porque traficavam droga. Logo cinco toneladas. Grande pedrada! Não incorro no risco de especular sobre a matéria., mas dada a situação de relevo que tinham à época, parece-me muita falta de tacto. Era então ministro, o impoluto Dias Loureiro - o de ontem, o de hoje e o de amanhã. A única coisa que me interessa daquela batalha campal, foi o então adolescente que ficou paraplégico. Se se pudesse brincar com o assunto, poder-se-ia perguntar: onde pára …?
Santana Lopes vs Carmona Rodrigues - com amigos destes, não são precisos inimigos
Ando com um sono crónico e anacrónico, só pode ser tédio. Sinto-me estrangeira num país que é o meu, que não ata nem desata, apesar da confluência de eleições xaxa. Santana Lopes, desenvolveu argumentos interessantíssimos, que explanou com a sua voz monocórdica de tio. Disse que cresceu, que já não tem tanto pedal, mas tem mais maturidade, etc. Todos sabemos que não teve uma infância feliz, levou porrada e facada de tudo o que era irmão e primos, mas sobreviveu. Mas contínua a ser um crédulo. Carmona Rodrigues telefonou-lhe, depois não e depois sim. Da credibilidade de Carmona Rodrigues não falo. Espanta-me como Santana Lopes pode ter considerado, que o apoio daquele, seria uma mais valia na corrida que trava. Talvez como o outro, pela importância de se chamar Carmona, e porque os almoços continuam a não ser grátis, o grave é que somos nós que os pagamos
sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
o cão português - uma batalha perdida
O cão português
O cão português, poderia e deveria ser como o cão de água de Obama, assim como de todos aqueles que cadelas parideiras, irão parir ás centenas para corresponder à moda do momento.
Sintetizando poderiam ser cães felizes, como o de Obama, porque duvido que os outros todos à primeira dificuldade não vão engrossar o número de animais errantes.
Sempre me entristecesse a vaidade humana, no seu imediatismo. Sempre me entristecesse ver estes animais maltratados, ou vítimas da vaidade, a desfilarem ridículos em salões de beleza canina.
No cômputo geral abomino o Homem. No cômputo geral dá para descortinar, que o que temos de pior, é superior ao que temos de melhor. Nunca vi nenhum louco tornar-se numa espécie de madre Teresa de Calcutá. Nunca vi ninguém sob o efeito de drogas, tornar-se uma doçura de pessoa, etc. Exemplos não faltariam.
Hoje em frente ao Hospital Júlio de Matos, quando parada num stop, vi pela segunda vez uma figura que me impressionou e que talvez me tenha azedado o dia. O tempo de observação dadas as condições não foi longo, mas só num país sem rei nem roque, em que tudo o que é lei não passa de fachada, isto é possível.
Um louco, internado ou em tratamento, não sei, dono de dois cães. Um pastor alemão, a que foi retirada toda a dignidade coxeava e movia-se com dificuldade, ia “agrilhoado”, é esta a imagem impiedosa a outro mais jovem.
Imaginem todos os cenários, não será necessária muita imaginação.
As autárquicas estão aí. Não ouvi nenhum candidato falar de legislação que proteja os animais de abusos, a todo o tipo de abusos a que arbitrariamente e cobardemente os queiram sujeitar, independentemente do tipo de insanidade.
Tudo isto me nauseia. Tudo neste país é uma batalha perdida.
Tudo isto é tão triste, que nem me apetece escrever os palavrões que o assunto mereceria.
O cão português, poderia e deveria ser como o cão de água de Obama, assim como de todos aqueles que cadelas parideiras, irão parir ás centenas para corresponder à moda do momento.
Sintetizando poderiam ser cães felizes, como o de Obama, porque duvido que os outros todos à primeira dificuldade não vão engrossar o número de animais errantes.
Sempre me entristecesse a vaidade humana, no seu imediatismo. Sempre me entristecesse ver estes animais maltratados, ou vítimas da vaidade, a desfilarem ridículos em salões de beleza canina.
No cômputo geral abomino o Homem. No cômputo geral dá para descortinar, que o que temos de pior, é superior ao que temos de melhor. Nunca vi nenhum louco tornar-se numa espécie de madre Teresa de Calcutá. Nunca vi ninguém sob o efeito de drogas, tornar-se uma doçura de pessoa, etc. Exemplos não faltariam.
Hoje em frente ao Hospital Júlio de Matos, quando parada num stop, vi pela segunda vez uma figura que me impressionou e que talvez me tenha azedado o dia. O tempo de observação dadas as condições não foi longo, mas só num país sem rei nem roque, em que tudo o que é lei não passa de fachada, isto é possível.
Um louco, internado ou em tratamento, não sei, dono de dois cães. Um pastor alemão, a que foi retirada toda a dignidade coxeava e movia-se com dificuldade, ia “agrilhoado”, é esta a imagem impiedosa a outro mais jovem.
Imaginem todos os cenários, não será necessária muita imaginação.
As autárquicas estão aí. Não ouvi nenhum candidato falar de legislação que proteja os animais de abusos, a todo o tipo de abusos a que arbitrariamente e cobardemente os queiram sujeitar, independentemente do tipo de insanidade.
Tudo isto me nauseia. Tudo neste país é uma batalha perdida.
Tudo isto é tão triste, que nem me apetece escrever os palavrões que o assunto mereceria.
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